WhatsApp e API

Regras do WhatsApp para empresas: o que diz a Política de Mensagens do WhatsApp Business e o que acontece se você quebrar

As regras do WhatsApp Business estão espalhadas entre a Política de Mensagens, a seção comercial e a documentação da API. Juntamos tudo numa página: para cada regra, o que o documento diz, a punição prevista e como cumprir no app, na API e na coexistência.

Regras do WhatsApp para empresas: o que diz a Política de Mensagens do WhatsApp Business e o que acontece se você quebrar

TL;DR: as regras do WhatsApp Business para empresas estão em dois lugares. A Política de Mensagens do WhatsApp Business (atualizada em 23 de setembro de 2026) vale para o app e para a API e diz o essencial: só fale com quem deu o número e autorizou receber mensagens, tire da lista quem pedir para sair, não engane, não peça dado de cartão ou documento e não venda o que está na lista de proibidos. A documentação da Meta para a API acrescenta a mecânica: fora da janela de 24 horas, só template aprovado; cada template tem categoria e preço; o envio tem limite por portfólio, que começa em 250 destinatários a cada 24 horas; e a qualidade, medida pelo que as pessoas fazem com as suas mensagens, decide se a conta é restringida. Quebrar as regras não dá multa. Dá bloqueio de template, bloqueio de envio, trava da conta ou desativação.

A campanha estava pronta na sexta à tarde: template aprovado, base separada, horário marcado. Na segunda, o painel mostrava os templates bloqueados por três dias e ninguém da equipe sabia dizer qual regra tinha sido quebrada. Essa cena é ilustrativa, mas o roteiro é comum, e quase sempre a regra estava escrita. Só estava espalhada em meia dúzia de documentos em inglês, com nomes parecidos e atualizações a cada trimestre.

Este guia junta tudo numa página. Para cada regra, você vai ver o que o documento diz, o que acontece se ela for quebrada e como cumprir no app WhatsApp Business e na API oficial. Declaração de interesse: a Cubo Suite vende CRM com disparo de campanha pela API oficial. Temos motivo para querer que você dispare, e motivo maior ainda para que o número continue de pé depois da campanha.

Onde estão as regras do WhatsApp Business

Não existe um único “regulamento do WhatsApp”. Existem documentos com papéis diferentes, e a confusão começa quando alguém lê um achando que é o outro.

Documento O que regula Vale para
Política de Mensagens do WhatsApp Business Opt-in, saída, conteúdo, dados, setores proibidos, consequências App WhatsApp Business e API oficial
Política de Recursos Comerciais do WhatsApp (seção da política acima) Venda pelo catálogo e outras experiências de compra; remete à Política Comercial da Meta Quem vende produto ou serviço pelo WhatsApp
Documentação da Meta para a plataforma Janela de 24 horas, templates e categorias, preços, limites de envio, qualidade e restrições API oficial (inclusive em coexistência)
Termos de Serviço do WhatsApp Uso da conta em geral; proíbem mensagem em massa e automática não autorizadas Todo mundo
Lei brasileira (LGPD, Código de Defesa do Consumidor) Uso de dado pessoal e relação de consumo Todo mundo, em qualquer canal

Duas observações sobre a tabela. A antiga “Política Comercial do WhatsApp” deixou de ser um documento separado: o endereço dela hoje redireciona para a Política de Mensagens, onde virou uma seção. E a política diz, com todas as letras, que a empresa é a única responsável por escolher como coleta o opt-in e por cumprir a lei aplicável. A Meta não valida a sua base antes da campanha. Ela pune depois.

O lado jurídico (LGPD e o que é ou não crime) tem um texto próprio, em disparo em massa no WhatsApp é crime?. Aqui o foco é a regra da plataforma, que na nossa leitura é a que pega primeiro: ela age em horas e atinge o número.

Regra 1: só fale com quem deu o número e autorizou

É a regra que sustenta todas as outras. Pela Política de Mensagens do WhatsApp Business, você só pode contatar alguém se duas coisas forem verdade ao mesmo tempo: a pessoa deu o número a você e deu permissão para receber as suas mensagens ou ligações depois disso. Ter o telefone não basta. Ter o telefone porque a pessoa comprou na loja também não basta, se ninguém perguntou se ela queria receber mensagem pelo WhatsApp.

A documentação da Meta sobre opt-in detalha o que o pedido de autorização precisa ter: deixar claro que a pessoa está aceitando receber comunicação e dizer o nome da empresa que vai mandar. Os canais citados no documento são SMS, site, telefone com URA e presencial ou em papel. A política também recomenda pedir a autorização por categoria, separando atualização de pedido de oferta, e pedir uma autorização à parte para ligações.

Se quebrar: a falta de opt-in aparece como bloqueio e denúncia, que são exatamente os sinais que a Meta usa para medir a qualidade da conta. A política ainda prevê que a Meta avalie o seu fluxo de consentimento a partir do feedback dos usuários, ou seja, depois que as reclamações chegam.

Como cumprir:

  • No app: a lista de transmissão já filtra parte do problema, porque só entrega a quem salvou o seu número. Isso não é opt-in, mas reduz a chance de a mensagem chegar a um estranho.
  • Na API: nada filtra por você. O template chega a qualquer número com WhatsApp, por isso o opt-in precisa estar registrado antes, com data, origem e o que a pessoa aceitou receber.

Um campo de opt-in no CRM, preenchido na origem, resolve a maior parte disso e ainda vira filtro da campanha. Como coletar a autorização em cada canal, com texto-modelo para formulário, balcão, checkout e anúncio, está em opt-in no WhatsApp na prática.

Regra 2: quem pediu para sair, sai, mesmo que tenha pedido fora do WhatsApp

A política manda respeitar todos os pedidos de quem quer bloquear, parar ou deixar de receber as suas mensagens, “dentro e fora do WhatsApp”, inclusive tirando a pessoa da sua lista. Isso inclui o cliente que responde um e-mail pedindo para parar com as mensagens, ou que avisa o vendedor no balcão, fez um pedido válido. Se a próxima campanha chegar para ele, a empresa descumpriu a regra.

Na prática, a saída quebra em dois pontos. O primeiro é técnico: a pessoa toca em “parar promoções” e ninguém tira o contato do segmento. O segundo é organizacional: o pedido chega por um canal que não conversa com a lista de disparo. Os dois terminam igual, com uma mensagem indesejada e um bloqueio.

Na nossa leitura, a saída fácil protege mais a empresa do que o cliente: quem não acha como sair bloqueia ou denuncia, e esses gestos entram na nota da conta. A orientação de opt-in da Meta pede instrução clara para sair de cada categoria de mensagem e respeito ao pedido, e a forma mais barata de cumprir isso na API é um botão de resposta rápida no próprio template. As portas de saída e como registrar cada uma no CRM estão em opt-out no WhatsApp: como fazer o descadastro.

Regra 3: na API, a empresa só começa conversa com template aprovado

Esta regra é da Plataforma do WhatsApp Business, a API. O app não tem template nem janela. Pela Política de Mensagens, você só pode iniciar uma conversa usando um modelo de mensagem aprovado, e a Meta pode analisar, aprovar, pausar e recusar modelos a qualquer momento. Responder sem template só é permitido dentro da janela de atendimento de 24 horas, que reinicia a cada nova mensagem do usuário.

A documentação da Meta acrescenta um detalhe que pouca gente conhece: a janela abre quando o cliente manda mensagem ou quando ele liga para você. Enquanto ela está aberta, a empresa manda texto livre, imagem, áudio, documento. Quando fecha, volta a valer só o template.

O que essa regra muda na operação é o desenho da conversa. Orçamento que fica sem resposta por um dia e meio não pode mais ser retomado com um “e aí, conseguiu ver?”. Precisa de template, com categoria e preço. O que abre e fecha a janela, o que pode ser enviado em cada caso e quanto custa desde outubro estão no guia da janela de 24 horas do WhatsApp.

Existe uma segunda janela, menos conhecida. Quando o cliente chega por um anúncio de clique para o WhatsApp e a empresa responde em até 24 horas, abre-se uma janela de 72 horas em que qualquer mensagem, template inclusive, sai sem tarifa. O anúncio é pago, a mensagem não. Os detalhes estão em janela de 72 horas do anúncio de clique para o WhatsApp.

Regra 4: cada template tem uma categoria, e a categoria define o preço

A documentação de categorização de templates da Meta separa três categorias. Marketing serve para gerar interesse, vender e trazer o cliente de volta. Utilidade acompanha uma ação ou um pedido do próprio usuário, como confirmação de pedido ou status de entrega. Autenticação verifica a identidade de alguém, como o código de acesso. As respostas livres dentro da janela são mensagens de serviço.

Categoria Exemplo Preço no Brasil (tabela de 01/10/2026)
Marketing Promoção, lançamento, carrinho abandonado, oferta para cliente parado R$ 0,3217 (US$ 0,0625) por mensagem entregue
Utilidade Pedido confirmado, entrega a caminho, consulta agendada R$ 0,035 (US$ 0,0068), inclusive dentro da janela de 24h desde 01/10/2026
Autenticação Código de verificação Mesmo preço de utilidade
Serviço Resposta livre a quem chamou você, dentro da janela 1.000 grátis por mês por número; depois, mesmo preço de utilidade
Qualquer uma, na janela do anúncio Mensagens nas 72h abertas pelo anúncio de clique para o WhatsApp Grátis

A tentação é óbvia: a promoção custa quase dez vezes mais como marketing do que como utilidade. A Meta fechou essa porta por dois lados. Template que mistura conteúdo promocional com aviso é tratado como marketing. E template na categoria errada aparece entre os gatilhos de restrição da política de aplicação da Meta para a plataforma WhatsApp Business (2026). O exemplo de documentação mais útil para quem vende é este: oferta de reengajamento para cliente que sumiu entra na lista de marketing, mesmo que pareça “só um lembrete”.

Como escrever um template de marketing que passa na revisão, e os motivos mais comuns de reprovação, estão em template de marketing no WhatsApp: aprovação. Modelos de campanha por objetivo, de lançamento a pós-venda, estão em modelos de mensagem para disparo em massa.

Regra 5: o envio tem limite, e o limite é do portfólio

Na API, a Meta limita quantas pessoas diferentes a empresa pode alcançar com mensagens iniciadas por ela em 24 horas móveis. Pela documentação de limites de mensagens da Meta (atualizada em 2026), os degraus são 250, 2.000, 10.000 e 100.000 destinatários, e o último degrau, que a Meta chama de ilimitado. Desde 7 de outubro de 2025 o limite pertence ao portfólio de negócios, e todos os números do portfólio o dividem.

Três detalhes mudam o planejamento de quem dispara:

  1. O limite conta destinatários únicos fora da janela de atendimento. Responder quem respondeu a sua campanha não consome limite.
  2. A subida acontece em até 6 horas quando a qualidade está alta e a empresa usou ao menos metade do limite nos últimos 7 dias. Portfólio que dispara pouco fica parado no degrau.
  3. O degrau de 2.000 vem com 2.000 entregas fora da janela, para números únicos, em 30 dias, com templates de alta qualidade, ou com a verificação da empresa.

Se quebrar: não dá para “quebrar” o limite. A mensagem acima dele simplesmente não sai naquele período. O risco está em tentar contornar com vários portfólios ou números, o que não resolve a causa e espalha o problema de qualidade.

No app, a conta é outra. A lista de transmissão aceita até 256 contatos por lista, segundo a Central de Ajuda do WhatsApp (2026), e só entrega a quem salvou o seu número. Não há número oficial público de quantas mensagens por dia o app tolera. Como subir de degrau e dividir uma campanha maior que o limite estão em limite de mensagens da API oficial do WhatsApp.

Regra 6: a qualidade decide se a conta é restringida

A Política de Mensagens diz que os usuários podem bloquear ou denunciar empresas e que os sistemas da Meta podem limitar a quantidade de mensagens com base nesse feedback. Diz também que a Meta pode restringir ou remover o acesso de quem recebe “uma quantidade significativa de feedback negativo”. Essa é a regra que transforma as cinco anteriores em consequência.

A Central de Ajuda da Meta para empresas explica a medida: a qualidade olha os últimos 7 dias, com peso maior para o mais recente, e considera bloqueios, denúncias, silenciamentos, arquivamentos e o motivo informado no bloqueio. A política de aplicação da Meta para a plataforma descreve a escala que vem depois:

Degrau O que acontece Duração
1 Bloqueio de templates 1 ou 3 dias
2 Bloqueio total de envio 5, 7 ou 30 dias
3 Trava da conta Até a Meta aceitar um recurso
4 Desativação Permanente

Em dano grave, como golpe, a Meta pode pular os degraus e desligar a conta na hora. E a Política de Mensagens acrescenta uma consequência que vai além do número: se a conta for encerrada por violação, a Meta pode proibir a empresa e a organização de usar qualquer produto do WhatsApp no futuro.

Um ponto que confunde quem lê material antigo: desde 7 de outubro de 2025, qualidade baixa não rebaixa mais o limite de mensagens. Ela impede a subida e leva à escala acima. Na nossa leitura, isso tirou o alarme intermediário. Antes, o limite caindo avisava que algo ia mal; agora o primeiro sinal forte pode já ser o bloqueio de templates. Quem dispara precisa olhar a qualidade por conta própria, campanha a campanha. Os sinais que derrubam a nota e o que fazer depois de uma restrição estão em qualidade do número na API do WhatsApp.

O horário de envio também entra aqui. Na nossa leitura, promoção que chega às 22h tende a virar silenciamento ou bloqueio com mais facilidade do que a mesma mensagem no meio da manhã. A Meta não publica horário recomendado, então o melhor horário é hipótese a testar no seu público, como discutimos em melhor horário para disparo no WhatsApp.

Regra 7: automação pode, desde que exista saída para uma pessoa

A Política de Mensagens permite automação nas respostas dentro da janela de 24 horas, com uma condição: a empresa precisa oferecer um caminho de escalonamento rápido, claro e direto. Os caminhos aceitos estão listados: transferência para um atendente humano na conversa, telefone, e-mail, suporte no site, visita à loja ou formulário de suporte.

Junto com isso vem uma exigência de perfil que muita empresa ignora: o perfil do WhatsApp Business precisa ter contato de suporte (e-mail, site ou telefone), correto e atualizado.

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Na prática, o robô que responde tudo e nunca deixa o cliente falar com alguém está fora da política, mesmo pela API oficial. A solução mais simples é a mais comum: uma opção “falar com atendente” no menu e uma fila que alguém de fato atende. Na Cubo Suite, o chatbot e o agente de IA transferem para a fila de atendimento humano sem perder o histórico, que é o desenho que essa regra pede. Teste a Cubo Suite com o seu WhatsApp por 3 dias, sem cartão.

Regra 8: dados, identidade e o que não se pede pelo WhatsApp

A Política de Mensagens tem um bloco de proteção de dados que vale ler devagar, porque ele proíbe práticas que parecem inofensivas:

  • Não pedir nem enviar número completo de cartão, de conta financeira ou de documento de identidade. Cobrança que pede o número completo do documento pela conversa está fora da regra.
  • Não usar os dados obtidos pela plataforma (fora o conteúdo da conversa) para outra finalidade além da troca de mensagens com aquela pessoa.
  • Não repassar informação da conversa de um cliente para outro cliente. Encaminhar o print de um pedido para “mostrar como funciona” entra aqui.
  • Manter política de privacidade publicada e obter os avisos e consentimentos que a lei exige.
  • Não se passar por outra empresa nem enganar sobre a natureza do negócio.

Para saúde, a política vai além: proíbe usar o WhatsApp para telemedicina ou para trocar informação de saúde quando a lei local proibir que esse dado passe por sistemas sem os requisitos exigidos. Clínica que manda resultado de exame pelo WhatsApp precisa checar isso com quem cuida do jurídico.

Regra 9: o que não pode ser vendido nem anunciado

A Política de Mensagens tem uma lista de bens e serviços que não podem ser comprados, vendidos ou promovidos pelo WhatsApp para Empresas, e diz que a proibição vale mesmo para quem tem licença ou registro. A lista inclui armas de fogo; álcool e tabaco; drogas recreativas ou com prescrição; produtos médicos e de saúde; animais vivos (exceto gado) e espécies ameaçadas; produtos perigosos; moeda real, virtual ou falsa; partes ou fluidos corporais; jogos de azar e apostas com dinheiro real; produtos e serviços adultos; serviços de encontros; marketing multinível; e créditos consignados, adiantamentos de salário, empréstimos P2P, cobrança de dívidas e fiadores.

Há exceções para setores regulamentados, e o Brasil aparece em duas delas: álcool e medicamentos de venda livre. Mesmo assim, com quatro condições:

  1. só pela API, nunca pelo app WhatsApp Business;
  2. nunca para menores de 18 anos;
  3. com as licenças e a legislação local em dia;
  4. sem experiência de compra dentro do WhatsApp para esses itens.

Jogos de azar e apostas online têm exceção em poucos países, e o Brasil não está entre eles na versão de setembro de 2026.

Para quem vende pelo catálogo, a seção de recursos comerciais remete à Política Comercial da Meta e deixa a responsabilidade com a empresa: transações, termos de venda, privacidade e impostos são seus. O WhatsApp não processa nem conclui a venda.

Dois avisos práticos. Financeira, correspondente bancário e empresa de cobrança precisam ler o último item da lista com um advogado antes de montar qualquer operação no WhatsApp. E a política também proíbe o uso da API por políticos, partidos, candidatos e campanhas eleitorais.

O que muda entre o app, a API e a coexistência

A política é a mesma para todos. A mecânica, não, e a maior parte das dúvidas mora nessa diferença:

Regra App WhatsApp Business API oficial Coexistência (mesmo número no app e na API)
Opt-in e saída Obrigatórios Obrigatórios Obrigatórios
Iniciar conversa Mensagem livre Só template aprovado App: livre, uma conversa por vez. API: template
Envio para muitos Lista de transmissão, até 256 por lista, só para quem salvou o número Template de marketing, dentro do limite do portfólio Listas do app ficam somente leitura; campanha sai por template na API
Custo Grátis Por mensagem entregue, pela categoria O que sai pelo app segue grátis; pela API, tabela da Meta
Automação Mensagens automáticas do app Permitida, com saída para humano Permitida pela API, com saída para humano
Álcool e medicamento de venda livre Proibido Permitido no Brasil, com condições Só pela API

A coexistência é o arranjo que a Cubo Suite oferece para quem não quer tirar o número do celular: o atendimento segue no celular e no WhatsApp Web, e a campanha sai por template na API. A documentação da Meta sobre coexistência (2026) registra o que se perde no caminho, como as listas de transmissão em modo somente leitura e o WhatsApp para Windows deixando de funcionar. O passo a passo e os requisitos estão em WhatsApp coexistência: o que é e como ativar.

E as ferramentas não oficiais?

A Política de Mensagens tem uma frase que encerra a discussão: quem usa ou trabalha com um serviço que viola os termos do WhatsApp, “como enviar mensagens em massa de forma não autorizada”, pode ter o acesso restringido ou removido. Extensões que automatizam o WhatsApp Web e ferramentas que conectam o número por QR code para disparar em volume operam fora desse desenho. A política diz ainda que a detecção combina processamento automatizado e análise humana, incluindo as mensagens denunciadas.

O mercado responde a isso com aquecimento de chip, intervalo entre mensagens e troca de números. Na nossa leitura, essas práticas mexem na probabilidade de detecção e não na regra. O envio continua sem template, muitas vezes sem opt-in, e o risco segue com o dono do número. Por que o aquecimento existe e o que ele não resolve estão em como aquecer chip do WhatsApp e o que isso não resolve.

Na nossa leitura, a API oficial não tem o banimento por automação das ferramentas não oficiais, porque automatizar ali é o uso previsto. Isso não quer dizer que ela não bloqueie: a Meta restringe por denúncia, por bloqueio e por falta de opt-in, pelo sistema de qualidade da regra 6. A formulação honesta para quem migra é esta: disparo sem o risco de banimento das ferramentas não oficiais, dentro das regras de qualidade da Meta. Envio que nunca pode ser restringido não existe, nem na API oficial.

Os erros que mais derrubam campanha dentro das regras

Nenhum dos erros abaixo é “usar ferramenta proibida”. São erros de quem já está na API oficial e acha que estar no trilho certo basta.

Tratar a base inteira como uma lista só. Cliente que comprou ontem, lead de um ano atrás e contato que veio de planilha de evento recebem a mesma oferta. O primeiro grupo responde, o terceiro bloqueia, e a nota da semana é a média dos dois. Segmentar pela origem do opt-in e pela última interação é o filtro que mais protege a qualidade.

Achar que a categoria é escolha comercial. Template de “aviso” com cupom no fim é marketing. Ponto.

Disparar o template novo para todo mundo de uma vez. A documentação da Meta prevê pausa automática de template com qualidade baixa e pacing, que segura parte dos envios até ver a reação dos primeiros destinatários. Testar em um segmento pequeno e quente antes da base inteira custa um dia e evita a pausa.

Esquecer o pedido de saída que veio por outro canal. A regra 2 vale para o e-mail, o telefone e o balcão.

Robô sem porta. Fluxo automático que não oferece atendente humano descumpre a regra 7 e gera exatamente o tipo de frustração que vira denúncia.

Ler preço velho. Muito conteúdo ainda diz que responder o cliente é grátis. Desde 01/10/2026 as mensagens de serviço têm 1.000 grátis por mês por número e depois são cobradas, e a utilidade dentro da janela também passou a ser cobrada.

Checklist antes de cada campanha

  1. Todo contato do segmento tem opt-in registrado, com data e origem?
  2. Quem pediu para sair, por qualquer canal, foi retirado?
  3. O template está na categoria certa e tem botão ou instrução de saída?
  4. O tamanho do segmento cabe no limite atual do portfólio, ou a campanha foi dividida em dias?
  5. A qualidade da conta está alta nos últimos 7 dias?
  6. O template novo foi testado num lote pequeno antes?
  7. Tem gente para responder quem responder, e o robô oferece saída para um atendente?
  8. O produto ou serviço anunciado está fora da lista de proibidos?

Se alguma resposta for não, a campanha espera. O guia geral de disparo em massa no WhatsApp compara os três trilhos (lista de transmissão, ferramenta não oficial e API oficial) e mostra o passo a passo do envio.

A Cubo Suite foi montada para que esse checklist caiba numa tela: número conectado à API oficial, em modo normal ou coexistência, campos do CRM para registrar o opt-in, disparo por template aprovado para o público que você escolher por etapa do funil, etiqueta ou campo, com relatório de entregues, lidas e respostas, e a fila de atendimento para quem responder. A ferramenta não garante a qualidade da sua base; isso continua sendo trabalho seu. O plano custa R$ 267 por mês com 3 usuários inclusos (preço do site em outubro de 2026), e a tarifa da Meta é cobrada à parte. Crie a conta e teste o disparo pela API oficial por 3 dias grátis. Agência que opera campanha para clientes encontra a mesma estrutura com a própria marca no white label da Cubo Suite.

Este guia reflete a Política de Mensagens do WhatsApp Business de 23 de setembro de 2026 e a documentação da Meta lida em outubro de 2026. A Meta pode mudar preços no primeiro dia de cada trimestre, e a política pode ser alterada sem aviso prévio, então atualizamos esta página quando as regras mudam.

Perguntas frequentes

Mandar mensagem em massa no WhatsApp é proibido?

Não. A Meta vende a API oficial justamente para isso. O que a Política de Mensagens do WhatsApp Business proíbe é enviar para quem não deu o número e a autorização, ignorar pedidos de saída e usar serviço que faz envio em massa de forma não autorizada. Pela API, a campanha sai por template aprovado, dentro do limite do portfólio.

As regras do WhatsApp Business valem para o app ou só para a API?

A Política de Mensagens vale para os dois. Opt-in, saída, conteúdo proibido e proteção de dados são iguais. Template, janela de 24 horas, categorias e limite de envio por portfólio são regras da API.

O que acontece se a empresa descumprir a política do WhatsApp?

Na API, a Meta aplica uma escala: bloqueio de templates por 1 ou 3 dias, bloqueio de envio por 5, 7 ou 30 dias, trava da conta até um recurso ser aceito e desativação permanente. Em caso de golpe, a desativação pode ser imediata, e uma conta encerrada por violação pode levar à proibição da empresa em todos os produtos do WhatsApp.

Preciso pedir opt-in de novo para cada tipo de mensagem?

A política recomenda que o consentimento cubra as categorias que você vai enviar, como atualização de pedido e ofertas, e sugere opt-in separado por categoria. Na nossa leitura, quem só autorizou receber o status da entrega não autorizou receber promoção.

Posso usar chatbot no WhatsApp Business?

Pode. A Política de Mensagens permite automação dentro da janela de 24 horas, desde que exista um caminho rápido para a pessoa falar com a empresa: atendente humano na conversa, telefone, e-mail, suporte no site, loja ou formulário.

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