White Label e Revenda

White label com domínio próprio: o que muda no DNS, no login e no e-mail

White label com domínio próprio: por que usar subdomínio, o registro DNS que vem do fornecedor, quem cuida do SSL, e-mails com SPF e DKIM e checklist.

White label com domínio próprio: o que muda no DNS, no login e no e-mail

White label com domínio próprio quer dizer que o cliente da agência acessa a plataforma num endereço da agência, como app.suaagencia.com.br, com o cadeado do HTTPS válido, e recebe os e-mails do sistema com a marca dela. Para chegar lá, mexe-se em três lugares: no DNS do domínio da agência, na tela de login e na configuração dos e-mails.

O processo é parecido em quase todas as plataformas. O que muda de uma para outra é o registro exato que você cria no DNS e quem cuida do certificado, e essas duas informações vêm do fornecedor. Este texto explica o que acontece em cada etapa e termina num checklist que você consegue verificar sozinho.

Resumo: o domínio próprio no white label costuma ser um subdomínio da agência apontado para a plataforma por um registro no DNS indicado pelo fornecedor. A plataforma então emite o certificado SSL para esse endereço. Login, links de recuperação de senha e e-mails passam a mostrar a marca da agência. Os pontos que mais falham são certificado não emitido, e-mail que sai sem autenticação do domínio e algum detalhe da interface (título da aba, ícone, link) que ainda mostra o fornecedor.

Por que quase sempre é um subdomínio

O domínio raiz (suaagencia.com.br) normalmente já tem dono: o site da agência e os registros de e-mail. Por isso a plataforma entra num subdomínio, como app., crm. ou painel.

Há também um motivo técnico. O jeito mais comum de apontar um endereço para um serviço de terceiros é o registro CNAME, que diz “este nome é um apelido daquele outro”. A especificação do DNS, a RFC 1034 da IETF (1987), determina que um nome com CNAME não deve ter nenhum outro registro. Como o domínio raiz precisa de outros registros, o CNAME vai para o subdomínio. Alguns provedores de DNS têm recursos próprios para contornar isso, mas não conte com eles sem o fornecedor confirmar.

O que muda no DNS, passo a passo

  1. Escolher o subdomínio. Pense em quem vai digitar: um nome curto e óbvio para o cliente da agência.
  2. Pegar o registro com o fornecedor. Ele informa o tipo (em geral CNAME, às vezes registro A ou um TXT de verificação) e o valor. Não copie de tutorial de outra plataforma.
  3. Criar o registro onde o DNS está hospedado. Pode ser o Registro.br, a Cloudflare, a empresa de hospedagem do site. Se o domínio usa proxy de CDN, pergunte ao fornecedor se o registro deve ficar só como DNS.
  4. Esperar a propagação. O tempo depende do TTL configurado no registro e no cache dos provedores de internet.
  5. Cadastrar o subdomínio na plataforma. Ela verifica se o apontamento chegou e emite o certificado.

A ordem dos passos 2 e 5 varia: tem plataforma em que você cadastra o domínio primeiro e ela gera o registro. A lógica é a mesma.

Quem cuida do SSL?

Em plataformas white label, o certificado do subdomínio costuma ser emitido e renovado pela própria plataforma, de forma automática, depois que o DNS aponta para ela. É assim que deve ser: certificado vencido derruba o acesso de todos os clientes daquele endereço com uma tela de alerta do navegador, e a agência é quem recebe a ligação. Pergunte ao fornecedor se a renovação é automática e quem é avisado se ela falhar. Na Cubo Suite, o domínio próprio vem com SSL.

Se quiser ver um subdomínio de agência já no ar, com login e e-mails na marca dela, agende uma demonstração do white label da Cubo Suite antes de mexer no seu DNS.

O que muda no login

Com o domínio no ar, a tela de entrada passa a carregar no endereço da agência, com logo e cores dela. O que denuncia um white label malfeito raramente é a tela principal. São os detalhes que ninguém confere: o título da aba do navegador, o ícone (favicon), o link de “esqueci minha senha” que leva para o endereço do fornecedor, a URL de um arquivo anexado, a página de erro. Cada um desses pontos é uma interface que o cliente toca, e o primeiro critério de white label real é a marca da agência em todas elas.

E-mails com a marca: onde está a parte técnica

Os e-mails de convite, redefinição de senha e notificação precisam sair com o nome e a identidade visual da agência. Na Cubo, os e-mails de convite e de notificação saem com a marca do parceiro. Se o remetente for um endereço do domínio da agência, entra uma segunda camada de DNS: autenticação de e-mail.

Desde 1º de fevereiro de 2024, as diretrizes de remetentes do Google exigem que quem envia para contas Gmail tenha SPF ou DKIM configurado no domínio de envio; acima de 5.000 mensagens por dia, SPF, DKIM e DMARC. Na prática: se a plataforma vai enviar em nome de contato@suaagencia.com.br, o fornecedor precisa informar os registros de SPF e DKIM e você os cria no DNS. Sem isso, o convite do cliente tende a cair no spam ou ser recusado. Pergunte ao fornecedor se os e-mails saem do seu domínio (e com quais registros) ou de um domínio dele com a sua marca no nome e no layout. As duas soluções existem; o importante é saber qual é a sua antes de prometer ao cliente.

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Checklist de verificação

Faça com o fornecedor ao lado, ou sozinho depois de configurar:

  1. Rode nslookup app.suaagencia.com.br (ou use uma ferramenta de consulta de DNS online) e confira se o registro aponta para o valor que o fornecedor passou.
  2. Abra o endereço numa aba anônima. O cadeado aparece sem alerta? Clique nele e veja se o certificado foi emitido para o seu subdomínio.
  3. Olhe o título da aba e o ícone. Nenhum dos dois pode mostrar o fornecedor.
  4. Clique em “esqueci minha senha” e siga o link do e-mail até o fim. O link e a página devem estar no seu domínio.
  5. Convide um usuário de teste com um endereço Gmail. No e-mail recebido, abra “Mostrar original” e confira se SPF e DKIM aparecem como PASS para o domínio que você espera.
  6. Abra a central de ajuda e qualquer página de erro. Procure o nome do fornecedor no texto, no rodapé e na URL.
  7. Repita os itens 2 a 4 pelo celular.

Se algum item falhar e o fornecedor não tiver como corrigir, o cliente vai descobrir a marca de outra empresa num desses cantos, e a plataforma deixa de cumprir dois dos seis critérios de white label real: marca 100% da agência em todas as interfaces e domínio próprio incluído. Os seis critérios estão em o que é white label, e a arquitetura que permite marca, domínio e e-mail separados por parceiro, em o que é multi-tenant.

Na demonstração do white label da Cubo Suite, em uma hora, a gente monta um ambiente com a marca da agência e você roda este checklist com a gente.

Perguntas frequentes

Posso usar o domínio principal da agência em vez de um subdomínio?

Em geral, não é recomendado. O domínio raiz já hospeda o site e os registros de e-mail, e o registro CNAME, o mais usado para apontar para a plataforma, não deve conviver com outros registros no mesmo nome (RFC 1034). Um subdomínio como app. ou crm. resolve isso sem mexer no site.

Preciso comprar certificado SSL?

Na maioria das plataformas white label, não: a plataforma emite e renova o certificado depois que o DNS aponta para ela. Confirme com o fornecedor se a renovação é automática e quem é avisado se ela falhar.

Os e-mails da plataforma saem com o domínio da agência?

Depende do fornecedor. Alguns enviam do domínio da agência, o que exige criar registros de SPF e DKIM no DNS; outros enviam de um domínio próprio com a marca da agência no nome e no layout. Pergunte qual é o caso antes de prometer ao cliente.

Quanto tempo o DNS leva para funcionar?

Depende do TTL do registro e do cache dos provedores de internet. Se depois de um dia o endereço ainda não abre, confira o registro com uma consulta de DNS antes de acionar o fornecedor.

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