Seguros e crédito

Indicadores comerciais da corretora de seguros: o que medir, como calcular e como ler

Mês bom de vendas pode esconder uma carteira que encolheu. Estes são os indicadores que mudam a gestão de uma corretora pequena, com a fórmula de cada um, a armadilha de leitura e um exemplo ilustrativo de como abrir os números por corretor e por origem.

Indicadores comerciais da corretora de seguros: o que medir, como calcular e como ler

TL;DR: os indicadores comerciais que mais mudam a gestão de uma corretora de seguros são poucos: tempo de primeira resposta, taxa de cotação, conversão de cotação em apólice por ramo, ciclo de venda, taxa de renovação, motivo de perda e resultado por origem do lead. Todos fazem mais sentido abertos por corretor e por origem do que como média da corretora. A maioria sai do CRM, se o funil estiver atualizado. Comissão e prêmio líquido continuam no sistema de gestão. Abaixo, a fórmula de cada um, a armadilha de leitura e um exemplo ilustrativo de como interpretar.

Reunião de segunda-feira. O dono pergunta como foi o mês, e a resposta é “foi bom, fechamos bastante auto”. Ninguém sabe dizer quantas cotações foram enviadas, quantas morreram sem resposta nem quantas renovações escaparam. A sensação de mês bom pode estar escondendo uma carteira que encolheu.

Interesse declarado: a Cubo Suite vende CRM para WhatsApp, e os relatórios dela aparecem no fim do texto. Os indicadores valem para qualquer ferramenta, inclusive planilha, desde que alguém registre as etapas.

Os indicadores que importam, com fórmula

Indicador Como calcular Armadilha de leitura
Tempo de primeira resposta Tempo entre a primeira mensagem do lead e a primeira resposta de uma pessoa A média esconde a conversa esquecida por um dia; olhe também quantas passaram de uma hora útil
Taxa de cotação Cotações enviadas ÷ leads novos no período Lead sem dados mínimos (placa, CEP) não vira cotação; separe “não qualificado” de “esquecido”
Conversão de cotação Apólices fechadas ÷ cotações enviadas, por ramo Misturar auto e vida numa taxa só não diz nada; os ciclos são diferentes
Ciclo de venda Dias entre a criação do negócio e o fechamento Ciclo curto com conversão baixa pode ser corretor desistindo cedo
Taxa de renovação Apólices renovadas ÷ apólices que venceram no período Excluir da base o que não podia renovar (venda do bem, perda total) e dizer que excluiu
Motivo de perda Distribuição dos negócios perdidos por motivo “Preço” vira gaveta de tudo se o motivo não for obrigatório e específico
Resultado por origem Apólices e prêmio por origem (anúncio, indicação, carteira, parceiro) Anúncio sem origem gravada no negócio aparece como “outros” e some da conta

O prêmio médio por ramo fecha o quadro, mas cuidado com a leitura: um mês com uma apólice empresarial grande puxa a média e não diz nada sobre o trabalho do time. A mediana ajuda.

Por que abrir por corretor, e o cuidado ao comparar

A média da corretora é o número menos útil que existe. Ela mistura o corretor que responde em cinco minutos com o que responde no dia seguinte, e o resultado é uma média que não descreve ninguém.

Aberto por pessoa, o mesmo indicador vira conversa de gestão. Corretor com conversão de cotação alta e taxa de cotação baixa está escolhendo lead: cota só o que parece fácil. Corretor com muita cotação e pouca conversão pode estar mandando o PDF e não voltando. Cada padrão pede uma conversa diferente.

Dois cuidados antes de transformar isso em ranking. Primeiro, carteira herdada infla a renovação de quem recebeu clientes antigos e fiéis; compare renovação dentro de carteiras parecidas ou ao longo do tempo para a mesma pessoa. Segundo, o rodízio só é justo se for configurado para isso: se um corretor recebe mais leads de anúncio e outro mais indicação, as taxas não são comparáveis. Abra por corretor e por origem ao mesmo tempo.

Por origem: anúncio, indicação e carteira não se comparam

Na nossa leitura, indicação costuma fechar mais e mais rápido, porque chega com confiança emprestada de quem indicou. Lead de anúncio chega frio e compara preço. Carteira (venda cruzada para quem já é cliente) tem o menor custo e o maior risco de incomodar. Somar os três numa taxa de conversão única leva a decisões erradas, como cortar o anúncio porque “converte pior que indicação”, sem perguntar quanto custa cada apólice que ele traz.

A pergunta certa para anúncio é o custo por apólice, não o custo por lead: investimento da campanha ÷ apólices fechadas que vieram dela. Uma conta ilustrativa: R$ 3.000 no mês, 120 leads e 9 apólices dão R$ 25 por lead e R$ 333 por apólice. O número que decide é o segundo, comparado com a comissão média daquele ramo, que está no seu sistema de gestão e não no CRM. Se a comissão média da primeira anuidade não cobre os R$ 333, a campanha só se paga com a renovação, e aí a taxa de renovação dos clientes vindos de anúncio passa a fazer parte da conta. Isso só é possível se a origem do lead (campanha e anúncio) ficar gravada no negócio desde a entrada. Quando o lead vem do Meta ou do Google, a Cubo Suite grava campanha, conjunto e anúncio de origem e devolve a venda para as plataformas como conversão. Para as campanhas de WhatsApp para a carteira, as métricas de entrega, leitura e resposta estão no guia de métricas de campanha no WhatsApp.

Um exemplo ilustrativo de leitura

Os números abaixo são inventados para mostrar o raciocínio. Uma corretora hipotética com três corretores, um mês de leads de anúncio de seguro auto:

Corretor Leads Cotações Apólices Taxa de cotação Conversão de cotação Respostas acima de 1 hora útil
A 60 48 12 80% 25% 3
B 58 25 10 43% 40% 21
C 62 50 6 81% 12% 4

Pela média, os três parecem parecidos: entre 6 e 12 apólices. Abertos, contam histórias diferentes. B converte bem o que cota, mas cota menos da metade dos leads e deixa 21 conversas passarem de uma hora útil; o problema dele é tempo de resposta, e um estouro de fila resolve parte disso. C responde rápido e cota quase tudo, mas fecha pouco; o próximo passo é olhar os motivos de perda e o follow-up depois da cotação. A está no padrão que se quer copiar.

Nenhum desses diagnósticos sai de uma planilha de vendas fechadas. Todos dependem de as etapas intermediárias estarem registradas.

Do sintoma à ação: uma tabela para a reunião de segunda

O exemplo acima mostra o raciocínio para três corretores. A tabela abaixo generaliza: para cada sintoma que aparece nos números, a causa mais comum na nossa leitura, o que conferir antes de concluir e a primeira ação. Confira sempre antes de agir, porque o mesmo número pode ter duas causas.

Sintoma Causa provável O que conferir Primeira ação
Muitas conversas acima de 1 hora útil sem resposta Lead caindo em quem está ocupado ou fora Em que horário e com qual corretor acontecem Rodízio só entre quem está online e regra de estouro
Taxa de cotação baixa Coleta de dados travando no meio Quantos negócios estão parados em “Dados pendentes” Coleta em rodadas ou roteiro de perguntas no fluxo
Conversão de cotação baixa com motivo “sem retorno” alto Proposta enviada e nunca cobrada Quantos negócios em “Proposta enviada” estão sem próxima ação Cadência de follow-up com data para cada cotação
Conversão baixa com motivo “preço” alto Proposta que compete só por preço, ou público errado no anúncio Se as perdas por preço se concentram numa campanha ou num corretor Proposta com três opções e recomendação; revisar a segmentação da campanha
Renovação caindo num ramo Reajuste da seguradora naquele ramo Se a queda se concentra numa seguradora Recotar a renovação em outras seguradoras
Renovação caindo com um corretor Contato tardio Quantos dias antes do vencimento as propostas dele saíram Começar a régua mais cedo e redistribuir carteira se faltar tempo
Motivo “outros” entre os mais usados Lista de motivos incompleta O que está escrito nas notas desses negócios Criar o motivo que falta

Sobre a última linha: motivo de perda só serve se a lista for específica do seu mercado. Uma lista inicial para corretora, para ajustar depois de um mês de uso: preço; cobertura ou franquia; fechou com outro corretor; renovou no banco ou na concessionária; desistiu do bem (vendeu o carro, não comprou o imóvel); seguradora recusou o risco; sem retorno; contato inválido ou duplicado. Na Cubo, o motivo de perda é obrigatório ao marcar o negócio como perdido, o que evita o campo vazio, mas não evita a gaveta “outros” se a lista for curta.

Conheça o CRM white label →

A taxa de renovação merece um funil próprio

Renovação não cabe no funil de venda nova, porque o ponto de partida é outro: a data de vencimento, e não a chegada do lead. A forma mais simples de medir é ter um funil de renovação em que cada apólice é um negócio, criado a partir da importação da carteira, e que termina em “Renovado” ou “Não renovou”, com motivo.

No fim do mês, a conta é direta: renovadas ÷ todas as que venceram naquele mês. Abra por ramo e por corretor. Uma queda concentrada num ramo costuma ser preço da seguradora; concentrada num corretor costuma ser contato tardio. A régua de contato e os prazos estão no guia de renovação de seguro pelo WhatsApp.

Onde cada número sai no CRM

Na Cubo Suite, os relatórios mostram funil por etapa, taxa de conversão (ganhas ÷ criadas no mês), ticket médio, ciclo médio da criação ao ganho e motivos de perda, e o painel de multiatendimento mostra o tempo médio de primeira resposta. A taxa de renovação pede uma conta à parte, porque o relatório de conversão divide ganhas por criadas no mês, e as apólices do funil de renovação são criadas na importação, e não no mês em que vencem. O jeito simples: filtre o funil de renovação pelo campo de mês de vencimento e conte quantas foram para “Renovado” e quantas para “Não renovou”.

O que não sai do CRM: comissão, prêmio líquido, repasse da seguradora e inadimplência. Esses continuam no sistema de gestão da corretora. A Cubo não integra com o sistema de gestão nem com o portal da seguradora; quando faz sentido juntar os dois mundos num painel, o caminho é exportar por CSV ou puxar pela API.

Se quiser ver esses relatórios com os dados da sua corretora, dá para testar a Cubo Suite por 3 dias com o seu WhatsApp, sem cartão. A montagem do funil e dos campos que alimentam esses números está no guia de CRM para corretora de seguros, e a mesma lógica aplicada a uma loja de crédito, com rodízio entre operadores, no de CRM para correspondente bancário.

A rotina que faz os números servirem

Indicador que ninguém olha vira enfeite. Duas rotinas bastam para uma corretora pequena:

  • Toda segunda, 15 minutos: negócios sem próxima ação, conversas que passaram do tempo de resposta e renovações dos próximos 60 dias sem contato.
  • Todo mês, uma hora: conversão por ramo e por corretor, taxa de renovação do mês, motivos de perda e custo por apólice de cada campanha.

Comece com três indicadores, não sete. Tempo de resposta, conversão de cotação e taxa de renovação já mudam a conversa da segunda-feira.

Perguntas frequentes

Qual é uma boa taxa de renovação para corretora de seguros?

Não há um número universal que sirva para comparar, porque a taxa muda muito por ramo, perfil de carteira e forma de cálculo. O mais útil é acompanhar a sua taxa mês a mês, aberta por ramo e por corretor, sempre com a mesma fórmula: renovadas dividido por todas as que venceram no período.

Como medir o tempo de resposta no WhatsApp?

Com o número da corretora atendido por uma plataforma de multiatendimento, o tempo entre a mensagem do cliente e a primeira resposta passa a ser medido; na Cubo Suite, o painel de multiatendimento mostra a média. No celular de cada corretor, esse dado não existe de forma consolidada.

O CRM mostra comissão por corretor?

A Cubo Suite mostra prêmio, conversão, ticket e ciclo dos negócios do funil. Comissão, repasse e prêmio líquido ficam no sistema de gestão da corretora. Para juntar os dois, exporte por CSV ou use a API.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Conhecer o white label →