Um relatório comercial mensal para o cliente de tráfego cabe em seis seções: a decisão do mês, mídia, funil, perdas, atendimento e o plano seguinte. Use o modelo abaixo como está e corte o que a conta ainda não consegue medir. Todos os números são inventados, de uma loja de móveis planejados hipotética, para mostrar como cada bloco fica preenchido.
A ordem foi pensada para a reunião. O cliente chega querendo saber se vendeu e o que fazer. Print de gerenciador com alcance e CTR responde outra pergunta, e por isso a mídia aparece como parte da história do funil, não como abertura.
Dashboard e relatório fazem trabalhos diferentes
Quem procura um dashboard para gestor de tráfego costuma querer duas coisas que convém separar. O dashboard é o painel que você consulta durante o mês para achar desvio cedo. O relatório é o documento fechado, com uma leitura e uma recomendação, que fica registrado e sustenta a decisão da reunião. Um pode alimentar o outro, mas enviar o link do painel não substitui a leitura.
O modelo, seção por seção
1. A decisão do mês
Três linhas no topo, escritas por último: o que aconteceu, por que achamos que aconteceu e o que pedimos que o cliente decida.
Exemplo: “Foram 6 vendas e R$ 84.000 em vendas atribuídas às campanhas. A campanha de cozinhas trouxe 5 das 6. Propomos testar por um mês a passagem de R$ 1.500 da campanha de closets para ela, sabendo que 6 vendas ainda são pouca base, e pedimos a definição de quem atende aos sábados.”
2. Mídia
Só o que explica o resto: investimento, leads e custo por lead, por campanha. Alcance, frequência e CTR entram apenas quando justificam uma mudança de criativo ou público.
| Campanha | Investimento | Leads | Custo por lead |
|---|---|---|---|
| Cozinhas | R$ 6.000 | 120 | R$ 50 |
| Closets | R$ 3.000 | 80 | R$ 37,50 |
| Total | R$ 9.000 | 200 | R$ 45 |
3. Funil
Conversão por etapa e custo por etapa, com o mês anterior ao lado quando houver. As definições das etapas ficam escritas no rodapé do relatório, para o número de um mês poder ser comparado com o do outro.
| Etapa | Quantidade | Conversão da etapa anterior | Custo por etapa |
|---|---|---|---|
| Leads | 200 | R$ 45 | |
| Atendidos | 150 | 75% | R$ 60 |
| Qualificados | 60 | 40% | R$ 150 |
| Visitas ao showroom | 24 | 40% | R$ 375 |
| Vendas | 6 | 25% | R$ 1.500 |
Abaixo da tabela, acrescente ticket médio e ciclo: aqui, R$ 14.000 e 32 dias do lead à venda. Se quiser rever a diferença entre indicador e métrica de vaidade antes de escolher o que entra, comece pelo texto sobre o que são KPIs.
Um cuidado de leitura: com ciclo de 32 dias, quem fechou neste relatório entrou, em boa parte, no mês passado. A conta de vendas sobre leads do mês junta pessoas que chegaram em momentos diferentes. Quando o ciclo for mais longo que o período do relatório, acompanhe também a turma de cada mês de entrada, e diga no rodapé qual conta você fez. Da mesma forma, deixe claro de onde vem a atribuição: venda por campanha é o que o CRM registrou como origem, e o relatório não afirma que o anúncio sozinho causou a venda.
4. Perdas
É aqui que o relatório sai da mídia e encosta na venda. Liste os motivos, a quantidade e o que cada um pede.
| Motivo de perda | Quantidade | Concentração | O que pede |
|---|---|---|---|
| Sem retorno | 60 | Leads de sábado | Definir atendimento no fim de semana |
| Fora do perfil | 45 | Campanha de closets | Rever público e mensagem |
| Preço | 30 | Distribuído | Testar faixa de valor no anúncio |
| Outros | 15 | Ler os casos e ver se falta um motivo na lista |
Informe também o que não foi registrado. Neste exemplo, são 150 perdas e 44 leads em aberto. Se metade das perdas estiver sem motivo, escreva isso: a falta de registro é um achado do mês, e a tabela não deve aparentar mais certeza do que tem.
5. Atendimento
Dois ou três números combinados com o cliente: mediana do tempo até a primeira tentativa no expediente, leads sem nenhuma tentativa e, se a conta usa cadência, quantos saíram dela sem resposta. Mostre como dado e sem nome de vendedor no documento; a conversa individual, se necessária, é assunto do cliente com a equipe dele.
6. O que mudou e o que muda
Duas listas curtas: o que foi feito no mês com o resultado observado, e os testes do próximo mês com responsável e data de leitura. Inclua o que depende do cliente, com a mesma visibilidade do que depende de você.
Exemplo: “Gestor: passar R$ 1.500 de closets para cozinhas e trocar a mensagem de closets até dia 5. Cliente: definir atendimento aos sábados até dia 10. Leitura de ambos na reunião de dezembro.”
Como conduzir a reunião com esse material
Envie um dia antes e, na reunião, percorra só as seções 1, 4 e 6. Mídia e funil ficam disponíveis para consulta, caso alguém pergunte. Em um encontro de meia hora, é melhor sair com uma decisão do que ter passado por todas as linhas.
Se um mês vier ruim, o formato ajuda: o que caiu fica visível, com a etapa em que caiu, e a conversa vai para a causa provável. Só evite usar a seção de perdas para transferir responsabilidade. Quando o motivo principal for fora de perfil, o problema é seu, e o relatório precisa dizer isso com a mesma clareza.
Na primeira edição, é normal que metade dessas tabelas não exista. Entregue mídia, as etapas que o CRM registra e uma lista de lacunas, com a data em que cada uma passa a ser medida. Em três ou quatro meses, o documento amadurece e a própria série histórica vira argumento para manter esse acompanhamento no contrato.
A leitura e a recomendação de cada mês são trabalho seu, em qualquer ferramenta. Os relatórios do Cubo Suite mostram conversão, ticket e ciclo, com motivo de perda obrigatório e leads ligados à campanha de origem, e o parceiro pode entregar a plataforma com a própria marca. Com este modelo em mãos, agende uma demonstração e veja os relatórios que vão para a reunião mensal, marcando quais dados já saem do CRM e quais você ainda precisa montar.
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